Estilo: Embora pertença à época do Romantismo, a obra de Manuel Antônio de Almeida é inovadora por não seguir a “receita” do movimento. Em vez do exagero sentimentalista, característico do estilo, há uma dose de humorismo. Diferente do herói idealizado, o leitor é apresentado a um anti-herói, com virtudes e defeitos, e a elite e seu requinte dão lugar às pessoas das camadas populares.
Linguagem: Característica de folhetins semanais. Os vários capitulos formam pequenos episódios.
Personagens: São extraídos da classe popular. Muitos são caracterizados pela ocupação que têm: O barbeiro, a parteira, a cigana, o toma-largura. Não são divididos entre o bem e o mal. Ou seja, o mocinho tem um pouco de bandido e vice-versa. A transgressão acontece com naturalidade e o escritor, por sua vez, não fez papel de moralista da história.
O personagem principal da história é Leonardo, é o personagem que conduz o romance. Filho de Leonardo e Maria de Hortaliça, é um garoto briguento e abusado. Depois que seu pai o abandona, Leonardo passa a ser criado pelo padrinho barbeiro, que sonha ver o afilhado seguir a vida religiosa. Com dificuldades na escola, o garoto desiste de estudar. Já crescido, torna-se um vadio, andando de casa em casa e aproveitando as oportunidades que se abrem diante dele – o que caracteriza como “bom malandro”.
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